O Governo brasileiro acredita que a crise no mercado internacional e as eleições norte-americanas podem ser factores impulsionadores das negociações.
Iniciada em 2001, a Ronda de Doha enfrenta um impasse devido às diferenças de posições entre os países desenvolvidos e os países em desenvolvimento. Enquanto os Estados Unidos e a União Europeia querem que potências agrícolas como Índia e Brasil reduzam as tarifas industriais, esses dois países defendem a diminuição dos subsídios agrícolas e uma abertura maior do mercado norte-americano e europeu à agricultura das economias emergentes.
(…) Índia e Brasil querem ainda maior participação dos países em desenvolvimento nas instâncias decisórias da ONU e reivindicam, ao lado do Japão e da Alemanha (G-4), um assento permanente no Conselho de Segurança.
Além do G-20 e do G-4, Brasil e Índia participam também do G-5, ao lado da China, México e África do Sul, grupo que representa os países em desenvolvimento de todo o mundo, e do BRICS, junto com China e Rússia. Outro mecanismo do qual são integrantes, juntamente com a África do Sul, é o IBAS, fórum de diálogo e cooperação que reúne três grandes democracias do mundo em desenvolvimento.Fonte: O Expresso
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