A largada.

Acontece-me por esta altura e por aqui, em Lisboa, uma malfadada inflamação dentária que me inchou o rosto e selou os lábios, deixando-me pouca condição de falar. Estranha ocasião para abrir um blog, poderá parecer à primeira vista. É verdade. Mas <sempre tem um mas, não é mesmo?! Sempre tem um porém, um revés por reverso> em contrapartida, a circunstância obrigou a um corte na rotina diária dos afazeres e, nessa imposição de uma interrupção forçada, não só propiciou algumas ideias e tomadas de decisão como libertou tempo para me poder dedicar a concretizá-las. Em termos práticos, é assim que, finalmente, se largam Corvos & Caravelas e o blog surge. Em ‘outros termos‘, deixarei para acicatar depois, lá na página à cabeça do “Sobre/About Me”, para que fique servindo de carta de marear à navegação dos desavisados que futuramente vierem dar aqui.

Pra recomeço de conversa‘, e estando eu, no momento, impedida de falar <como, aliás, já tratei de ir explicando> lanço mão da técnica da citação para parafrasear um amigo de longo curso e de não menos extenso apreço, Toinho Alves. <Eh, gente que mexe com a palavra com frequência, acaba dominando certas manhas e artimanhas…> Pois bem, a 16 de Fevereiro de 2004, no primeiro post de seu recém-criado blog escrevia ele:

Os tempos são outros e muita coisa se perdeu pelo caminho. Eu mesmo sinto falta de alguns pedaços de alma. E tanta gente partiu… Mas ainda lembro da velha canção que o Gonzaguinha deixou:

muito que andar por aí
muito que viver por aí
muito que aprender
muito que aprontar
por aí.

As pessoas se perguntam: em que podemos ainda acreditar? Talvez estejam querendo novas ilusões para substituir as antigas, que se perderam. Não é o caso, certamente. Por isso deixemos a crença em seu lugar adequado, silencioso. Em nossa conversa adotemos o percebimento. Há coisas acontecendo longe dos holofotes e abaixo das superfícies. Muita gente sentindo pensando dizendo fazendo muita coisa. Nossas palavras podem juntar: pessoas, idéias, comunidades, sentimentos, regiões, vontades. No final das contas, me surpreendo com essa inesperada novidade: a luta continua!

E a nossa conversa sempre recomeça.

 

 

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