Joana Vasconcelos

O jornal francês Le Figaro elogiou hoje a exposição de Joana Vasconcelos em Paris, referindo-se a ela como uma “estrela da arte contemporânea” e considerando-a “a sensação da Bienal de Veneza de 2005”. Recortei o artigo.

Ainda durante este mês de Fevereiro, a artista plástica vai estar em São Paulo, para inaugurar na Pinacoteca (bem no centro da cidade) o projecto Contaminação, descrito como “um corpo têxtil, colorido, disforme e tentacular”. Recomendo ao Brasil que não perca a oportunidade de ir até lá, ver de perto o seu trabalho. Eis alguns deles.

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A Noiva. O lustre de 4, 70 m de altura, feito com 14 mil tampões de higiéne feminina. Aproveitando para dar o crédito e saudosamente recordar Maura, lembro que há uma entrevista com a artista aqui.

 

Dorothy. A sandália gigante feita com 280 tachos e tampas de alumínio, feita para a sua exposição individual da artista que, em Julho de 2007, inaugurou na Bienal de Veneza.

 

Nectar. Castiçal com sete metros de altura e três de diâmetro, construído a partir de garrafas de vidro com luz eléctrica.

 

www.fatimashop. Instalação que incorpora um vídeo da viagem que a artista realizou ao santuário de Fátima num motociclo antigo e respectivo atrelado.

 

Big Booby. Ampliação da tradicional pega de cozinha, objecto de uso doméstico, até anular a referência inicial, e chegar a um resultado faz lembrar a pintura abstracta.

 

Coração Independente. Instalação com 3,70m de altura, que recria as filigranas minhotas a partir de talheres de plástico, animada em movimento de rotação e integrando som, mais concretamente o fado de Amália.

 


Foto de Luis Ramos

A notícia diz respeito à exposição “Où le noir est couleur”, que Joana Vasconcelos inaugurou em Janeiro na Galeria Nathalie Obadia, em Paris, onde apresenta várias obras recentes, entre as quais um coração feito com talheres de plástico e três esculturas cobertas de renda em crochet preto.

“Não é preciso conhecer Joana Vasconcelos para saborear a beleza desta instalação mágica e descodificar o seu humor”, descreve o jornal, referindo-se ao “Coração Independente”, que recria, com cinco mil colheres de plástico, uma peça de ourivesaria de Viana do Castelo.

Esta peça, de uma série de três corações vermelhos que Joana Vasconcelos criou, é descrita pelo Le Figaro como “um ovni esculpido” e está já reservada para “um importante museu francês, sediado em Paris”, disse à Lusa fonte do atelier da artista.

Com excepção de uma peça, todas as obras expostas naquela galeria parisiense já estão reservadas, a maioria por coleccionadores privados.

“Où le noir est couleur” apresenta, por exemplo, as obras “Big Booby”, de 2007 e feita em crochet, ou a instalação vídeo “www.fatimashop”, criada em 2002 e que inclui uma motorizada carregada de imagens de Nossa Senhora de Fátima.

Joana Vasconcelos nasceu em Paris em 1971 e é conhecida por criar obras de arte que resultam da apropriação e subversão de objectos do quotidiano e da tradição portuguesa.

Em Fevereiro, Joana Vasconcelos irá inaugurar na Pinacoteca de São Paulo, no Brasil, o projecto “Contaminação”, descrito como “um corpo têxtil, colorido, disforme e tentacular”.

Fonte: O Público

3 Respostas

  1. Merci pour le liens, mais je dois dire que son exposition en cours à Paris m’a plutôt déçu, par opposition à ce que j’avais vu avant : trop kitsch, pas assez novateur.

  2. tem umas obras santasticas

  3. […] foi o dia: a exposição de Joana Vasconcelos, na Pinacoteca de São Paulo, abriu as portas e estendeu-se até ao 2º piso, […]

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