Tomando o peso à diversidade dos olhares.


Mares de Cuba – 2003

Esta foto de um velho camião transformado em jangada, foi tirada em 2003 pela AFP. Estima-se que 78 mil pessoas tenham morrido afogadas tentando fugir da Cuba de Fidel. É um facto. Nada o pode negar, por muito que muitos ainda tentem. Não obstante, tão irrelevante como negar um facto histórico é teimar que os mesmos estejam abertos à votação bivalve do ‘sim’ e do ‘não’. A colocação da reflexão nos termos do ‘contra’ ou ‘a favor’ inquina a nossa própria capacidade de compreensão da História e das Humanidades que a atravessam, já para não falar na nossa possibilidade de extrair lição útil dos erros e aprendizados dela resultantes. Tão traiçoeiro como acreditar que a realidade se reconfigura mediante a nossa confirmação ou negação do existente, é supor que o contorno sobrevivente ao acontecido cabe e está aberto à nossa eleição ajuizada. É por isso que, a este texto de Diogo Schelp – e à legenda empolgada que o Reinaldo Azevedo redigiu à foto que ilustra a sua reprodução – continuo a preferir este olhar focalizado à questão, que Jabor enuncia. Mesmo não me revendo em absoluto nos argumentos,  sinto-me bem mais próxima do princípio que os inspira.

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