Portugal: ‘Terra das Ervanárias’


Foto de Paulo Cunha

O alecrim nas mãos de Alfredo Silvério, um dos angariadores de ervas de vale da Trave, a “Terra das Ervanárias”, distrito de Santarém, uma imagem de marca do lugar devido à tradição de uso das plantas que nascem espontaneamente na zona.

Uma reportagem interessante que encontrei na Lusa. Infelizmente desconheço o nome do jornalista, mas pode:

Vale da Trave, Santarém, 1º mar (Lusa) – Uma placa de madeira anuncia a chegada a Vale da Trave, “Terra das Ervanárias”, lugar da freguesia de Alcanede (Santarém, centro de Portugal) no limite do Parque Natural das Serras d’Aire e Candeeiros, que procura na natureza a revitalização de uma aldeia em declínio.

O sinal de que o futuro do lugar estava em perigo foi dado há dois anos, quando a escola primária construída pelo povo em 1939 foi fechada por falta de alunos.

“A primeira reação foi de inconformismo e revolta, depois de impotência, mas as pessoas não desistiram de lutar, à semelhança do passado, em que meteram mãos à obra e construíram a escola”, disse o presidente da Assembléia de Compartes, Luís Ferreira (foto).

A fundação da entidade foi o primeiro passo para elaborar uma estratégia que começa a mostrar os primeiros sinais no terreno.

A Assembléia de Compartes cuida de 700 hectares de terrenos baldios que eram administrados pela junta de freguesia de Alcanede, procurando reverter o lucro de atividades como o licenciamento das pedreiras, a coleta das pinhas e a produção de energia eólica.

O primeiro projeto foi colocar a placa divulgando o local como a Terra das Ervanárias, em referência à tradição de uso das plantas que nascem espontaneamente na região, mas principalmente para a colheita e venda a produtores de chás, com destaque para a fábrica que localmente produz a marca HappyFlora.

Projetos

A Américo Duarte Paixão, Importação e Exportação de Ervas Medicinais, proprietária da antiga Ervanária d’Anunciada, em Lisboa, é a principal empregadora da região, com 22 funcionários.

Criada em 1960, depois de duas décadas de colheita de plantas para vender às ervanárias, a empresa perdeu o caráter artesanal há pouco mais de um ano, com a construção de um edifício “que obedece a todos os requisitos do ramo alimentar”.

A visitação à fábrica, que dispõe já de uma pequena loja de venda dos seus produtos, é um dos pontos incluídos num folheto para começar a promover rotas para turistas, eventualmente integrados em circuitos por pontos de interesse que estão próximos de Vale da Trave.

No pinhal manso, plantado pelos serviços florestais nos anos de 1970, a Assembléia de Compartes quer criar um espaço para descanso no percurso, com uma praça de alimentação da pedra de uma antiga pedreira existente no seu interior.

Atividades

A grande diversidade de fauna e flora e as atividades que foram moldando a paisagem local, como as pedreiras de calçada, as cisternas, os muros em pedra, serão outros motivos de interesse, a que os compartes querem associar o artesanato local.

“É preciso criar novas atividades, que fixem os jovens, que já são muito poucos”, disse Luís Ferreira. Para o presidente da Assembléia de Compartes, o futuro de Vale da Trave passa pelo Centro Comunitário, administrado por uma associação juvenil.

Funcionando nas instalações da antiga escola primária, segundo um acordo assinado com a câmara de Santarém, o Centro Comunitário pretende “produzir e divulgar informação sobre a comunidade para o exterior”, preservando e promovendo a cultura local.

Fonte: Lusa

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