Cavaco defende a lusofonia, em visita ao Brasil.

Já na sexta-feira, durante a visia ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Cavaco Silva tinha defendido que a Lusofonia deve ser «um espaço dinâmico de trocas intelectuais e de produção conjunta de conhecimentos, com projecção e voz própria na chamada aldeia global. (…) Estou certo de que Portugal e Brasil têm um contributo importante a dar para a construção de um mundo mais pacífico e mais justo». continuar a ler

No balanço da visita de 4 dias ao Brasil, o Presidente da República disse «não recear qualquer tensão futura devido ao número crescente de brasileiros em Portugal», sublinhando que os problemas da emigração foram substancialmente resolvidos em 2005 e hoje os cerca de 70 mil emigrantes brasileiros em Portugal «enviam para aqui mensagens animadoras».

O Presidente destacou a vontade de os dois países trabalharem no sentido da afirmação e da projecção internacional da Língua Portuguesa, tirando partido dos audiovisuais e da criação conjunta de institutos culturais no estrangeiro.
O Presidente da República disse ontem que o Brasil é um país onde vale a pena investir com visão de futuro e, por isso, saudava os empresários portugueses de ontem e de hoje que, «com o seu dinamismo, se aperceberam de que o Brasil é uma certeza de presente e de futuro». Para Cavaco Silva, o Brasil «é mais do que um lugar de turismo, é uma terra de investimentos, com potencialidades económicas à dimensão do seu imenso território». Sobre a questão da emigração, fez votos de que «os brasileiros sejam tão bem acolhidos em Portugal como os portugueses o foram no Brasil». Lembrou, a propósito, que houve um tempo em que a diáspora portuguesa escolheu o Brasil como destino, agora são muitos os brasileiros [cerca de 70 mil] que buscam Portugal. «A nossa história sempre foi feita de caminhos trilhados nos dois sentidos». O Presidente da República sugeriu ainda a criação de um programa de formação de diplomatas portugueses e brasileiros. E até sugeriu um nome: ‘O do visionário luso-brasileiro Padre António Vieira’.
Durante o seu discurso, o Presidente questionou-se sobre se já não era chegado o tempo de uma cooperação mais estreita entre instituições de formação diplomática dos dois países, o Instituto Rio Branco do Brasil e o Instituto Diplomático de Portugal. «Não será já tempo de levar por diante programas de intercâmbio semelhantes aos que existem entre tantos outros países com muito menos cumplicidades do que nós [Portugal e Brasil], trazendo diplomatas portugueses para períodos mais alargados no Itamaraty e levando diplomatas brasileiros para o Palácio das Necessidades?», perguntou Cavaco.

Fonte: Correio da Manhã

Os ministros da Cultura de Portugal e do Brasil, José Pinto Ribeiro e Gilberto Gil, debateram o reforço das relações interculturais entre os dois países e defenderam o peso estratégico da Língua Portuguesa e a sua divulgação pelas novas tecnologias.
Cavaco Silva revelou que a cimeira entre os dois governos vai ter lugar ainda este ano em Brasília.

Cf.

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