A propósito do jogo ‘Monopólio’.

Olha só o artigo super-interessante que descobri:

Elizabeth J. Magie, uma Quaker a viver na Virgínia, criou, no final do século XIX, o jogo “The Landlord’s Game“, um percursor do Monopólio. Para a autora este jogo era uma fórmula simples que servia para ensinar a complexidade do monopólio da terra e da propriedade. Seguidora do economista Henry George que argumentava, em meados do século XIX, que a distribuição da riqueza por via da compra e aluguer de terras privilegiava uns em detrimento de outros, Elizabeth J. Magie, construiu uma simulação do problema abstracto de Henry George para desta forma explicar o impacto do imposto único sobre as terras.

Em Janeiro de 1904 a autora registou a patente. Acontece que, no seu jogo as propriedades eram para aluguer e não para aquisição e nele existiam bancos, uma casa para os pobres e outras utilidades técnicas como os caminhos-de-ferro e as prisões.

Em termos conceptuais, na estrutura, o jogo é muito semelhante ao conhecido Monopólio creditado a Charles Darrow. Para Elizabeth J. Magie, o “objectivo deste jogo não era apenas divertir os jogadores mas também tinha como intenção ilustrar como, segundo o tradicional esquema de aquisição territorial, o senhor “rico” estava em vantagem sobre o senhor “pobre” e, neste contexto, a aplicação de um imposto único ia desencorajar a especulação” (Wolfe, 1976).

As regras do Monopólio apresentam uma ideia bem diferente: “a finalidade deste jogo é comprar, alugar ou vender de forma a obter um lucro que permite ao jogador construir um monopólio extenso” (Wolfe, 1976). Palavras para quê? Com algumas afinações à estrutura inicial de Elizabeth J. Magie, Charles Darrow, distorceu a máxima da distribuição de riqueza para a transformar num jogo capitalista onde o lucro sem olhar a meios é a finalidade.

publicado em Obvious

Mais interessante do que o género inventor da patente, do que o facto de ter brotado, (afinal) do cérebro de uma mulher, no artigo interessa-me um outro aspecto: as cambiantes do jogo na versão feminina engendrada e aquelas que ganhou depois, quando recriado por um homem.

Am I making some sense or not?!

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